7 de abr de 2012

Farol de São Thomé foi o destaque da noite desta quinta no Globo Mar

Na quinta-feira (05/04/2012), estreou a terceira temporada do programa Globo Mar da Rede Globo de Televisão.
 
Por Fabiana Henriques
 Jornalista - SRTE/DRT nº 32572/RJ

De carona no barco 'Laços Eternos II' do pescador Marcelo Francisco dos Santos, mais conhecido como 'Marcelo Bidão',  a repórter Poliana Abritta se juntou a Ernesto Paglia para acompanhar de perto a pesca do camarão, um dos frutos do mar mais rentáveis e cobiçados no mundo inteiro.

O público do país inteiro conheceu a maneira única usada pelos pescadores da praia do Farol de São Thomé para capturar o camarão.  Como o mar da praia é muito agitado e não há um porto para os barcos atracarem, são os tratores que empurram e puxam as embarcações durante o processo.

Numa dessas puxadas, uma embarcação de fora, com um mestre não acostumado com as ondas perigosas da praia do Farol, acabou se despedaçando por não haver uma quilha, lugar onde é colocado o cabo de aço para que os tratores possam içá-lo.
 
O tratorista Thiago Henriques, do Porto do famoso Marquinho Gato, deu uma entrevista para o apresentador Ernesto Paglia e falou sobre a responsabilidade que é puxar e resgatar essas embarcações do mar. "Empurramos de 30 a 100 barcos num dia, geralmente começamos a colocar os barcos para o mar por volta das 4h:30 da manhã e às 7h já terminamos. Temos que estar sempre prontos, esperando por cada saída. Cada puxada custa em média R$ 50,00 colocamos o barco para o mar, puxamos e levamos o camarão para a venda, por esse preço" - disse o tratorista. 

A Pesca no Farol de São Thomé

 - Em média, 150 barcos estacionam na Praia do Farol de São Thomé.
- A gorjeta do ajudante que engata o cabo do trator no barco é um balde de camarão.
- Tangones são os braços laterais que seguram as redes.
- Cada arrasto dura entre uma e duas horas.
- Os pescadores passam até 12 horas no mar (isso quando não vão para gelar,  ou seja, levar de 2 a 3 dias em mar aberto.
- A pesca de arrasto, apesar de ser predatória, é permitida por lei no Brasil.
- Qualquer peixe com menos de 15 centímetros é descartado, devolvido morto ao mar.

Além de desvendar toda a rotina de trabalho desses pescadores – que pode  render até 500 quilos de camarão em um único dia – o programa mostrou ainda que, apesar deste tipo de pesca ser permitida por lei no Brasil, ela é predatória e coloca em risco outras espécies marinhas. Para cada quilo de camarão que é desembarcado, chega-se a matar cerca de dez quilos de outros organismos, que são jogados de volta ao mar comprometendo futuras pescas. O consultor científico do Globo Mar, o professor de biologia da UFRJ Marcelo Vianna, apresentou técnicas e artifícios tecnológicos adotados em outros países para evitar esta depredação.
 
Ao término da reportagem, Ernesto Paglia junto com sua equipe, conheceu as dependências da Colônia de Pescadores Z-19, sendo recepcionado pelo presidente, Rodolfo José Ribeiro, que representa os pescadores da praia do Farol por sete anos. 


 Sempre muito simpático, o apresentador se disse surpreso do jeito como é feito a pesca do Farol e reconheceu o perigo que é para cada pescador a maneira como entram e saem do mar.

::Visitantes::